Um tipo diferente de veículo começa a ganhar as ruas e atrair a atenção das autoridades de trânsito: a bicicleta elétrica e a motorizada. Seu principal atrativo é o motor, que elimina as pedaladas, e a velocidade, que pode chegar a até 50 km/h. O que vem causando preocupação, no entanto, é o fato delas circularem livremente sem licenciamento e, seus condutores, sem a carteira de habilitação e os acessórios de segurança.
O produto que chega a custar até R$ 2 mil, está sendo vendido nas lojas até mesmo para adolescentes. "Tão logo chega, elas são vendidas. Têm atraído homens e mulheres de todas as faixas etárias
O que a maioria desconhece é que, pelo Código de Trânsito Brasileiro, ela é considerada um veículo, e como tal, está sujeita a todas as leis de trânsito. Pode ser apreendida por falta de licenciamento e quem a guia pode ser multado se não estiver portando a habilitação adequada: categoria A, a mesma indicada para as motocicletas, ou uma ACC (Autorização para Condução de Ciclomotores).
Para o presidente do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), Marcelo Ferraz, é necessário tomar uma providência urgente. Ele destaca que é um veículo que não tem previsão legal no Código, mas com potencial de riscos evidente.
O presidente do Cetran lembra que esse é um tipo de veículo, até pela velocidade desenvolvida, que demanda conhecimentos de direção. "Não basta saber andar de bicicleta, é preciso conhecer as leis de trânsito e saber como guiar o veículo".
Os pais que autorizem filhos a conduzí-la podem ser responsabilizados criminal-mente por exporem seus filhos a riscos. "Estão entre-gando um veículo a pessoa não-habilitada e menor, o que é proibido. Há previsões legais para esse tipo de atitude até no Estatuto da Criança e do Adolescente", observa Ferraz.