| A cidade de Pedreira também organiza
a Procissão do Fogaréu, outro destaque nas comemorações
da Semana Santa. No dia 8 de abril, às 20h, os participantes
da procissão - única no gênero no Estado
de São Paulo e a terceira do Brasil - que podem chegar
a 500 pessoas, ficarão encapuzados, com tochas acesas,
simbolizando a captura de Jesus Cristo no Jardim das Oliveiras.
Ao chegarem ao Estádio Municipal Vanderley José
Vicentini serão encenados o julgamento, condenação
e crucificação de Jesus Cristo.
Visitantes
A procissão reserva novidades e novas ações,
que prometem emocionar o público. O turista poderá
participar da procissão quando estiver em visita pela
cidade. A produção do evento estará disponibilizando
figurinos para que o turista possa participar do espetáculo.
Basta entrar em contato pelo telefone (19) 3893-4159 ou pelo
e-mail: cultura@pedreira.sp.gov.br
Tradição da Procissão do Fogaréu
Na Quarta feira de Trevas, 8 de abril, que antecede a Sexta
Feira Santa, ocorre em Pedreira, cidade do Interior Paulista,
conhecida como a Capital da Porcelana, a Procissão do
Fogaréu, única neste estilo realizada no Estado,
no Circuito das Águas e a terceira do Brasil. Milhares
de pedreirenses e visitantes tomam as calçadas das ruas
em que se segue a Procissão, que se desenvolve pela quarta
vez.
A procissão simboliza a busca e prisão de Cristo.
Dela participam personagens encapuzados, denominados Farricocos
que seriam penitentes e mantenedores da ordem. Tais personagens
são os que mais se assemelham aos existentes na Semana
Santa espanhola. Cerimônias Litúrgicas e Pára-litúrgicas.
A procissão tem inicio por volta das 20h, com a iluminação
pública das ruas apagadas e ao som de tambores, saindo
de frente da Matriz de Sant´Ana. Segue de forma rápida
e desordenadamente pelas ruas XV e Novembro, Antônio Pedro,
Praça Augusto Gonçalves, que representa o Monte
das Oliveiras (onde se dá a prisão de Cristo,
e é realizado o único ato litúrgico (uma
homilia, pelo monsenhor Nilo Romano Corsi), avenida Papa João
23 e se encerra com um ato único, entre as três
procissões realizadas no País, no estádio
Municipal Wanderley José Vicentini. No momento da prisão
do Cristo, também se ouve o toque de um clarim, executado
por um farricoco. A cerimônia é rica em detalhes
e beleza plástica. As figuras encapuzadas remontam as
cerimônias espanholas, mais especificamente as de Toledo
e Sevilha e ao período da inquisição. A
escuridão, as tochas, a rapidez e os encapuzados, criam
um clima medieval assustador e excitante de beleza ímpar.
Uma das manifestações religiosas mais belas que
acontecem em apenas três Cidades Brasileiras. Goiás,
Paraty e Pedreira.
A celebração, no Brasil é uma tradição
de pouco mais de 200 anos, consiste em encenar as principais
passagens bíblicas que antecedem a crucificação.
Nela, os farricosos, homens encapuzados com vestes coloridas,
carregam tochas acesas entre as ruas escuras, representando
o caminho dos romanos até o momento da prisão
de Cristo. A Procissão do Fogaréu foi introduzida
na antiga capital de Goiás pelo padre espanhol João
Perestelo de Vanconcelos Espíndola, nos idos de 1745.
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